O LÍDER QUE DEUS USA
Liderança faz a diferença, por sinal uma grande diferença, pois ela oferece direção, molda o caráter e cria oportunidades. Os efeitos da liderança começam no nascimento, mas não deixam de existir com a morte. Os pais nutrem uma pequena vida em direção a um destino, embutindo valores, alvos e objetivos. Mesmo ainda jovem em maturidade, uma forma especial de potencial é despertada em alguns. Juntamente com os genes, paternos e maternos, e a formação vêm as escolhas de Deus: alguns homens e mulheres são destinados a liderar e influenciar outros. Aqueles que Deus separa para liderar desfrutam tanto os privilégios quanto as responsabilidades. Suas influências, extensivas e efetivas, sobre outras pessoas os distinguem dos seguidores. A liderança de alta qualidade será encontrada entre os mais valiosos tesouros que qualquer comunidade ou organização possui. A liderança de baixa qualidade, ao contrário, produz um desperdício trágico e uma frustração caótica. Líderes de Deus estão sempre em falta.
Muitas pessoas mantêm a
opinião que líderes nascem com um talento especial para a direção de outros.
Eles são presentes de Deus para a sua igreja. Outra opinião é mantida de que
líderes são feitos e moldados pela educação, experiência e circunstâncias. As
oportunidades favoráveis que surgem em alguns ambientes e situações formam a
prova máxima, na qual líderes adquirem seus incentivos e oportunidades. A melhor
explicação une elementos das duas teorias. Deus
escolhe e molda o caráter dos homens e das mulheres que ele quer para liderar
seu povo, tanto pelo nascimento como pela
oportunidade.
Algumas pessoas têm um talento
administrativo. Naturalmente, elas almejam a liderança. A influência e o
controle lhes dão uma sensação de importância. Já que cada pessoa tem uma
necessidade natural de se sentir valorizada e querida, os líderes tendem a ser
invejados. Contudo, seguidores devem saber que alguns líderes talentosos são uma
ameaça. O caráter do líder e a qualidade de sua
liderança fazem uma grande diferença no progresso e bem-estar de um
grupo.
Não há discussão quanto a
importância da liderança. Basta apenas pensarmos em uma sala de aula sem um
professor ou professora. Através da história, Deus tem escolhido líderes que ele
tem usado para dirigir e preservar seu povo. Uma comunidade sem liderança é como
um corpo sem uma cabeça, ou um barco sem um leme.
No momento em que a falta de liderança surge, uma organização tende a seguir
alguém, ou então, se dispersar. Jesus lamentou a falta de propósito da
vida de seus contemporâneos. Ele os comparou as ovelhas que não têm pastor (Mt
9.36). A tendência de um grupo sem um diretor é questionar a sua existência.
Como uma flor fora do tempo, sua tendência natural é murchar e desaparecer. Onde
estavam o homem ou a mulher que Deus poderia ter usado para liderar seu
povo?
Dr. Anthony d'Souza,
sócio-diretor da Xavier Institute of Management em Bombain na Índia, definiu
liderança como: "a habilidade de controlar,
gerenciar e alcançar determinados alvos por meio de pessoas". Não existe
nenhuma menção de valores éticos nessa definição. Adolph Hitler levantou-se do
grau de soldados comuns, e "pintor de casas", para tornar-se um dos mais
poderosos homens da história. Em apenas seis anos o Fuehrer reanimou o potencial
alemão, unindo seu povo e colocando expectativas tão eficientes que a
"máquina-de-guerra” alemã conquistou muito da Europa e ameaçou o mundo. Nenhum
cristão poderia imitar seu estilo perverso de liderança, nem seus objetivos
pecaminosos. Pelo contrário, quando um líder toma as rédeas de uma nação
inteira, e a direciona para fins justos, ele abençoa qualquer povo. A liderança poderosa precisa, então, procurar o benefício
de todas as pessoas sobre as quais ela mantém influência. Esta é a forma
pela qual homens de Deus são usados por ele e o glorificam.
John
Haggai vê liderança como: "A disciplina de deliberadamente exercer influência
dentro de um grupo para levá-lo a alvos de benefício permanente, que satisfaz as
necessidades do grupo". Esse
pensamento se encaixa bem com a perspectiva de Jesus e dos autores do Novo
Testamento. O Reino precisa ser procurado e seus alvos seguidos. Aqueles que assumem a liderança abençoam e agradam seu
Senhor.
Liderança cristã, mais do que
outra qualquer, precisa escolher objetivos que são coerentes com a vontade e lei
de Deus. A liderança positiva precisa ser exercida
por um homem ou uma mulher que conheça a Deus e inclua os alvos dele. As
prioridades do líder precisam ser prioridades bíblicas. Suas qualidades precisam
ser aquelas que lhe dêem o nome de amigo de Deus (]o 15.15) e de cooperador com
ele (lCo 3.9). Como Paulo, sua ambição única será agradar a Deus (2Co 5.9). O
apóstolo sabia que tinha sido escolhido por Deus para liderar outros, mesmo
antes de seu nascimento (Gl.1.15). Deus lhe deu a responsabilidade de
influenciar permanentemente outras pessoas para a glória dele.
Nosso alvo neste livro é
refletir nos componentes essenciais da liderança bíblica. Por que ela é tão
importante? Por que Deus escolhe líderes eficientes, em vez de pessoas sem
qualificações? A quem deve ser dado o privilégio e a responsabilidade para
liderar e controlar outras pessoas? Como pode a eficiência de um líder ser
prognosticada? Como Jesus e os autores bíblicos entendiam a liderança? Qual
treinamento é necessário para um líder, e como ele pode melhorar as suas
habilidades adquiridas? Se pela leitura desse livro o leitor entender mais
claramente as armadilhas e o potencial que uma liderança piedosa oferece, nosso
alvo principal terá sido alcançado.

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